Convidados curtem noite de ciganos no Copa

Convidados curtem noite de ciganos no Copa

Sonia Racy

12 Fevereiro 2018 | 00h30


CLÁUDIA OHANA. FOTO GIANNE CARVALHO / ESTADÃO

O tema da noite era Gipsy Folie, e a maioria dos convidados gostou e atendeu. Havia gente fantasiada de cigano por todo lado, sábado à noite, no Baile do Copa – no atual Belmond Copacabana Palace, no Rio.

Mas, em tempos de vida digital, muitas das celebridades, que chegaram a pagar R$ 2.500 pelo convite, tiveram de aceitar, além da fileira de fotógrafos, um exército fãs pedindo para tirar um selfie.

Claudia Ohana se diz
‘totalmente cigana’


O tema empolgou a atriz Claudia Ohana. “Sou totalmente cigana”, confessou a estrela de Vamp. “Leio tarô, leio mão. Olha meu cabelo, sempre fui cigana.”

Na hora de prever o futuro do Brasil, no entanto, ela muda de tom. “Aí não precisa nem ler a mão, né? Está bem complicado…”

Letícia Sabatella defende
ciganos, índios e circo

Enturmada com causas sociais, Letícia Sabatella não perdeu a chance. “Os povos ciganos foram muito perseguidos por serem nômades”, lembrou a atriz global, que incluiu na mesma lista as trupes de circo e os índios.

Viver fixo em um lugar “faz a gente perder a noção de que a vida é passagem”, pontuou.

Gosto pela causa
vem de família

Letícia fez questão de levar a família ao baile e contava suas razões para isso: fazer fantasias é um hábito antigo na casa. A mãe dela tinha um bloco de rua em Itajubá, MG.

“Lembro de minha mãe pegar cortina e fazer fantasia pra gente”, disse a atriz. “Parecia o filme E o Vento Levou, onde Scarlett O’Hara transformou uma cortina de flores em fantasia…”

‘Todo ano temos de
escolher um mote’

Andréa Natal, diretora do hotel e anfitriã da festa, advertiu: não há nenhuma razão especial para terem escolhido ciganos como tema: “Todo ano temos de escolher algum mote. Desta vez, lembrei que nossas convidadas vinham sempre de ciganas ou baianas. Decidi então partir para essa linha…”

Leitura de mão…
ou mapa astral?

Na contramão da conversa, Liège Monteiro fez restrições à escolha. “Morei muito tempo na Europa, cigano lá é difícil”, ponderou. A agenciadora disse que nunca leram sua mão – seu negócio, mesmo, é… mapa astral. “Faço com a Maria Eugênia (de Castro)”, admitiu a virginiana.

Vincent Cassel,
quase um carioca

Morando há cinco anos no Rio, Vincent Cassel é praticamente um carioca, pero no mucho. Ao lado da namorada, Tina Kunakey, 30 anos mais nova, não queria saber de conversa com a imprensa. Ante o pedido de entrevista, em inglês, reagiu em bom português: “Em inglês, nunca. Estou indo nessa…”

Diogo Vilela lança
um ‘SOS teatro’

Sambas e marchas corriam animados, mas Diogo Vilela achou espaço para falar das aflições da vida cultural do País. “A situação está difícil, a cultura está péssima”. Segundo ele, “hoje ninguém dá a mínima para o teatro, só o público prestigia”.

Como sair dessa? “As escolas deviam dar incentivo às crianças, para que entendam desde cedo o que é teatro”, sugeriu o ator. “Hoje é só computador, esqueceram a criatividade.” / PAULA REVERBEL e  SOFIA PATSCH