Gravações ‘não bastam para tirar o presidente’, avalia FHC

Sonia Racy

20 Maio 2017 | 01h00

O PSDB segura as pontas. Ontem, duas notícias chegaram para Temer. A primeira, uma avaliação de FHC de que o conteúdo das gravações de conversas dele com Joesley Batista “não é suficiente para se tirar um presidente”. Falando à coluna, depois de gravar o programa Canal Livre da Band, o tucano ressaltou que a questão é política: “Se Temer tiver condições para governar, fica”.

E quem avalia isso? “O próprio presidente”, pondera FHC. Para quem é preciso muito raciocínio para achar que ali houve obstrução de justiça.

Gravações 2

A segunda boa notícia foi a reafirmação de Tasso Jereissati de que o PSDB não deixará o governo. “A não ser que surjam fatos novos que justifiquem esta atitude”, disse ontem o presidente interino do partido.

“Conversamos muito, ontem (anteontem) com o governo Temer, ouvimos os áudios da delação premiada de Joesley e temos que ser cautelosos”, disse Tasso ao blog da coluna ontem à tarde. “Nosso papel é de grande responsabilidade. Temos que lembrar que o programa econômico do governo é nosso”.

Olhar do PIB

Já boa parte da iniciativa privada acha que a “questão Joesley Batista” pode ser aceitável juridicamente, mas não… moralmente.

Bye bye, Brasil

Voltando de Nova York, onde fez palestras e teve encontro com investidores, Pérsio Arida aceitou convite da Blavatnik School de Oxford para conduzir seminários de política econômica. Deve se afastar do BTG para se dedicar à vida acadêmica.

Pérsio, que virou chairman na crise do banco em novembro de 2015, já havia deixado as funções executivas em novembro passado.

Onde está Wally?

Enquanto muitos procuram Ticiane e Joesley Batista, o casal foi visto almoçando tranquilamente, quinta-feira, no Nello, em NY.

Brindavam sabe se lá ao quê.

Quem sou eu

Marcela Miranda Batista postou ontem no seu Facebook que não é parente nem de Joesley, Wesley ou Eike Batista.

Na verdade, pelo que se sabe, ela é filha de Gilberto Miranda Batista.

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