‘Andar de cima’

Sonia Racy

20 Maio 2015 | 01h10

Entre as possibilidades em estudo por Joaquim Levy para ajudar no ajuste fiscal, está a extinção de incentivo fiscal criado em 1995 com a finalidade de impulsionar o mercado de ações – batizado de Juros sobre Capital Próprio. Trata-se de uma forma diferenciada, e complexa, de distribuir lucros. A outra maneira é por meio do pagamento de dividendos.

Isso atingiria em cheio as maiores empresas e bancos de capital aberto no País. A Receita Federal já tentou muitas vezes acabar com este beneficio, sem sucesso.

De cima 2

Segundo cálculos de especialistas, se o JCP não existisse, o Tesouro teria recolhido, em 2014, algo como R$ 14 bilhões a mais.


Defensores da medida dizem que se aprovada, ela minimizaria críticas segundo as quais o ajuste estaria atingindo, em maior escala, o chamado “andar de baixo”.