Na China, ciência é top, Previdência é irrelevante

Sonia Racy

13 Março 2018 | 00h50

PRACA DA PAZ CELESTIAL, EM PEQUIM. FOTO JONNE RORIZ/ESTADÃO

Do quadro montado pela Embaixada do Brasil em Pequim sobre o orçamento chinês de 2018 – recentemente aprovado –, chamam a atenção dois itens atrelados diretamente ao processo de crescimento econômico. A prioridade para Ciência e Tecnologia, terceiro gasto mais importante da lista, e a irrelevância com que é tratada a Seguridade Social.

No Brasil, a Previdência custa US$ 300 bilhões para uma população de 205 milhões. A China separa US$ 19 bilhões para 1,2 bilhão de pessoas.

Em Ciência e Tecnologia, o Brasil destina este ano pouco menos de US$ 1 bilhão. A China? Mais de US$ 50 bilhões.

Dúvida cruel

Pergunta no ar ontem, depois de a China ter eliminado, no domingo, limites para o mandato de Xi Jinping: qual será o destino dos dois políticos que votaram contra e o dos cinco que se abstiveram, entre quase 3 mil deputados?