Agenda cheia e tempo curto no camarote de Doria

Agenda cheia e tempo curto no camarote de Doria

Sonia Racy

11 Fevereiro 2018 | 01h00

DENISE ANDRADE/ESTADÃO

Havia mais gente que em carnavais anteriores e os selfies, como previsto, sucederam-se noite adentro. Ainda assim, João Doria controlou seu tempo no camarote da Prefeitura, na abertura do carnaval no Anhembi: saiu relativamente cedo, em torno de uma da manhã, avisando que tinha agenda às 11 horas do sábado.

Além disso, os compromissos carnavalescos do prefeito iam longe. Ele tem encontro marcado com Marcelo Crivella na Marquês de Sapucaí, no Rio, na segunda, e depois em Salvador.

Dia de Covas inclui
conversa com Aníbal

Com uma garrafinha de água na mão, Bruno Covas afirmou à coluna que seu dia começou às 6h da manhã. Para quê? Tinha treino logo de manhã e encontro às 8 horas do sábado com José Aníbal, pré-candidato ao governo de SP. Os dois falaram de cenários eleitorais. Mesmo tendo madrugado, o vice-prefeito não deixou de ficar no Anhembi madrugada adentro.

Blocos na rua podem juntar
8 milhões em Sampa

Motivados pela animação na avenida – onde o público se entusiasmava, por exemplo, com a homenagem a Martinho da Vila feita pela Unidos do Peruche – outros secretários do prefeito acabaram entrando no clima. Um dos mais à vontade era Cláudio Carvalho, que cuidou do carnaval de rua e afirmou que, tudo somado, são esperadas cerca de 8 milhões de pessoas nas dezenas de blocos que circularão por São Paulo até dia 18.

‘Melhorou muito’
o nível escolas

Entre os que curtiam a noite estavam também os secretários Alexandre Schneider, da Educação – que ficou, com mulher e um filho caçula até depois de 2 horas –, mais Júlio Semeghini e Sérgio Avelleda, dos Transportes.

Grande fã de Carnaval, com o olhar de quem assiste aos desfiles todos os anos, Semeghini disse que “a qualidade melhorou muito, o que vemos aqui hoje está maravilhoso”.

Verdão x Coringão, uma
guerra entre torcidas

Marcado, nas arquibancadas, por uma forte presença das torcidas organizadas de futebol, o desfile das escolhas teve rivalidade também no camarote oficial. O chefe de gabinete de Doria, Wilson Pedroso – corintiano convicto, mas rodeado de palmeirenses – teve de aguentar piadas e cobranças quando as bandeiras do Verdão foram distribuídas pela Mancha Verde aos convidados da Prefeitura.

Os colegas queriam que ele posasse para fotos com os adereços. “Vou mandar o coronel pegar vocês”, anunciou, em tom de brincadeira, enquanto acenava ao coronel Walter Niakas, chefe da Casa Militar. Para seu desalento, Niakas respondeu ao seu apelo, de longe, acenando com a bandeira do Palmeiras.

Agitado, conferindo o andamento de tudo, Eduardo Colturato, diretor-geral da SPTuris, não descansava. “Comecei às 8h da manhã e vou ate 8h da manhã”, dizia ele à coluna, entre aflito e animado.

Sem penduricalho

De camisa florida, o promotor Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, elogiou a organização. Motivo? Os frequentadores do camarote precisarem comprar a comida e bebida. “Não pode bancar open bar com dinheiro público”, defendeu. /PAULA REVERBEL