Dívida da Oi segue sem solução

Sonia Racy

05 Abril 2017 | 00h45

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Quanto mais o tempo passa, mais enrolada fica a história da Oi. Segundo fonte que conhece bem de perto os problemas da empresa, se o governo Temer intervier agora, vai puxar para seu colo um abacaxi gigante. “A Oi precisa de R$ 15 bilhões para se reequilibrar e de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões por ano para continuar operando. O governo não tem esse dinheiro e a Oi não gera recursos suficientes para tanto, a não ser que deixe de pagar ICMS aos Estados”, explica.

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Por outro lado, essa mesma fonte acredita que se qualquer dos grupos que estão hoje na mídia disputando o ativo conseguir o controle da empresa, a confusão será igual. “Eles tampouco têm capital suficiente”. 

O que fazer? “Cancelar as multas (70% delas por orelhões quebrados ou não instalados), transformar parte da sua dívida gigante em ações da empresa e aí sim procurar alguma operadora.”

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Se o Cade deixar, serão os mexicanos (Claro) ou espanhóis (Vivo) a ficar com partes da empresa. Americanos? “Eles não quiseram entrar no Brasil lá trás, vão querer agora?”.

Nem te ligo

O governo Temer não se deu ao trabalho de designar um representante para participar ontem da inauguração da Siderúrgica de Pecém, construída pela Vale, no Ceará. Investimento de R$ 13,8 bilhões. Deve ser porque a siderurgia está em baixa…

Nem te ligo 2

O julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE não provoca qualquer alteração no mercado de ações. Nem a TV os operadores têm ligado.

Parcelamento

Reivindicação dos vereadores de São Paulo sobre pacotão único de “desestatização” foi parcialmente atendida. A Prefeitura aceitou que as privatizações sejam propostas em um pacote, criará outro para concessões e um terceiro para as PPPs.

Bem mais caro

A segunda leva da regularização de capital externo não declarado é mais onerosa que a primeira. E não só porque a alíquota da multa aumentou, mas também porque a cotação do dólar americano – que foi fixada em R$ 2,656, ano passado, para conversão – pulou para R$ 3,2126.

A conta é de Heleno Torres, da USP – o jurista trabalhou na confecção da lei e não esta aceitando clientes por conta disto.