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Cultura » Dudalina virou a queridinha das executivas paulistanas

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27 Agosto 2011 | 17h34

Por que uma fábrica de camisas fundada em 1957 passou a ser tão comentada de um ano para cá? Grande parte desse sucesso se deve ao surgimento da linha Dudalina Feminina, em junho de 2010. Até então, a Dudalina só tinha marcas de camisas masculinas (Dudalina, Individual e Base). Hoje, as camisas femininas já respondem por 15% do faturamento da empresa, previsto para fechar 2011 em R$ 250 milhões. “A gente aprendeu a trabalhar com o mercado feminino, que é muito diferente do masculino”, explica Sônia Regina Hess de Souza, presidente da empresa desde 2003. “É um mercado que responde bem mais rápido”. É por esse motivo que a Dudalina Feminina lança quatro coleções por ano contra três das marcas de camisas masculinas.

Esse sucesso instantâneo teve ainda a ajuda de algumas celebridades, como as apresentadoras Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que apareceram com as camisas da marca na TV. “É um trabalho feito por nossa assessoria de imprensa”, conta Sônia. “Mandamos as camisas e elas usam se gostarem”.

Ana Paula Padrão, do Jornal da Record (Foto: Reprodução)

 

Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional (Foto: Reprodução)

 

Quando a marca Dudalina passou a ser objeto de desejo das executivas paulistanas, lojas começaram a aparecer pela cidade. A primeira foi inaugurada no bairro do Paraíso no ano passado. Das 13 unidades espalhadas pelo país, seis ficam na capital paulista. A 14ª será inaugurada nesta terça-feira no Shopping Vila Olímpia. Em outubro, o Center Norte também ganhará a sua.

O nome Dudalina foi sugestão de um primo do casal Rodolfo Francisco de Souza Filho (mais conhecido como “Duda”) e Adelina Clara Hess de Souza. A junção dos apelidos do casal serviu para batizar a fábrica de camisas.

Duda e Adelina, fundadores da empresa (Foto: Divulgação)

 

Duda (1921-1996) e Lina (1926-2008) se conheceram em 1945, na cidade de Luis Alves (SC). A fábrica de camisas nasceu de uma trapalhada de Duda. Em 1954, ele viajou para São Paulo para comprar alguns produtos que abasteceriam o estoque da venda da família. Não resistiu à oferta “irrecusável” de um comerciante árabe da 25 de Março, e comprou um lote exagerado de tecido. O produto encalhou nas prateleiras. Lina, que entendia de corte e costura, teve a ideia de transformar tudo em camisas, como conta a presidente Sônia Regina, a 6ª dos 16 filhos que o casal teve. “Ela contratou duas costureiras para ajudá-la. Como as camisas venderam bem na loja, ela alugou uma casa na mesma rua onde morávamos e abriu a fábrica”. Em 1969, quando nasceu o sétimo filho do casal (que planejava ter 20 no total!), a família se mudou para Blumenau (SC) e a fábrica foi transferida. O negócio cresceu e, hoje, a Dudalina tem cinco fábricas (duas em Blumenau, Luis Alves e Presidente Getúlio, em Santa Catarina, e outra em Terra Boa, no Paraná).

Sônia, filha de Duda e Lina, é a presidente da empresa (Foto: Divulgação)

Os 16 filhos de Duda e Lina são acionistas da empresa. No entanto, apenas dois irmãos trabalham na Dudalina: Sônia, como presidente, e Rui Hess de Souza, diretor de varejo. A empresa tem 1.670 funcionários, sendo 1.200 mulheres.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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