Chris Poli completa 4 anos como Super Nanny e é a melhor do gênero no mundo
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Chris Poli completa 4 anos como Super Nanny e é a melhor do gênero no mundo

Cristina Padiglione

28 Abril 2010 | 19h58

nanny

Ao completar quatro ano no papel da educadora Super Nanny, que trafega por casas de família em busca da resolução de conflitos entre pais e filhos, a argentina Chris Poli se consagra, segundo eu mesma, como a melhor Super Nanny do planeta.

Chris Poli dispensa a frieza das nannys europeias e americanas. Verte lágrimas, sem se acanhar, quando a situação pede. Ao ouvir de um pai que será difícil expor tal situação para “todo o Brasil”, ela rebate: “fulano, esquece o Brasil, pensa na sua família”.
É visivelmente um bicho nativo do hábitat da educação, não da televisão.
Em encontro com jornalistas, ontem, Poli comentou que o “Super Nanny” do SBT é um programa personalizado, disposto a tratar cada família e cada ser de cada família com a individualidade que todo mundo merece ter respeitada. Foge da pasteurização que normalmente contamina os programas produzidos a partir de formatos comercializados mundialmente. Tudo isso dá razão a Poli: sim, a versão brasileira é personalizada.

No episódio que vai ao ar na noite deste sábado, Chris mostrará uma primogênita de 20 anos que assumiu o pepino de criar os irmãos mais novos, após a morte do pai e da mãe, em anos sequentes, por câncer.

A equipe, que a essa altura grava o episódio de número 94, planeja agora gravar o episódio de número 100 com uma família de celebridades.

Pergunto a Chris qual a situação mais saia justa de ser corrigida, sem contar, é claro, o episódio programado para três semanas atrás, em que ela desistiu de ajustar os equívocos da família. E ela nos diz que ajustar os erros dos pais em relação à criação dos filhos é sempre a parte mais complicada de suas tarefas. “Quanto mais simples a família, mais fácil de fazer as pessoas compreenderem a necessidade de ajustes”, diz. “Os mais estabelecidos parecem ter maior resistência a qualquer pessoa que queira interferir na sua estrutura”, fala.

Nesses quatro anos, a produção encontrou um garoto, filho único, que batia na equipe e chegou a jogar uma camiseta na privada, dando descarga; pais de quadrigêmeos que se recusavam a vestir cada um de um modo, desrespeitando a individualidade das criançaas; pais que davam 7 mamadeiras por noite a cada filho, todas repletas de todo tipo de sustagem, etc, etc, etc.

Para Chirs, a nova disposição da família, em que mulher trabalha fora, sem ser liberada das tarefas domésticas, contribui, e muito para esse arsenal de gente pedindo socorro a Nannys e Roselys Sayão: todo mundo quer saber o que fazer com as crianças e toda a sua adrenalina, quando chega em casa estressado, arrasado, baleado.

Daí vem a razão do sucesso do programa, que também rende ao SBT bons dividendos com os SMS vendidos com conselhos da Nanny, brinquedos e produtos para estabelecer a rotina das crianças, também by Nanny, e palestras em empresas de segmentos diversos que contratam Chris para falar o que às vezes até já se sabe, mas que é esquecido, ignorado ou mal executado entre os pais de plantão.

Resumo da ópera: não adianta ameaçar as crianças em casa dizendo que vai chamar a Super Nanny. Ela está aí justamente para corrigir o comportamento equivocado de pais e mães sem rumo, ou seja, quase todos nós. É certo que filho não vem com bula ou manual, como é certo que as crianças de hoje são mais “espertas”, como dizem, que as de antigamente. Conta bem simples de entender: os pequenos são muito mais bombardeados de informação do que nós fomos e extraordinariamente mais do que nossos pais e avós foram. Assim, histórias da carochinha são muito mais inaceitáveis entre eles. Eles querem argumentos. E é preciso rebolar para não deixá-los sem resposta ou com cara de quem já não acredita no que a gente diz.
Tudo isso torna a tarefa dos pais de hoje mais cruel, mas resta a torcida de que, menos enganados, eles se tornem figurinhas mais bem preparadasa para o mundo que virá. Assim seja!

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