Supersister, da psicodelia ao progressivo

Estadão

13 Outubro 2012 | 22h00

Márcio Paula Moraes – Art  Rock

Não, Beatles não. Tem muito Beatles no pedaço. Com o show de Paul McCartney no Brasil recentemente, falou-se muito em Beatles. Bom, quem sabe Rolling Stones, mas eles também estão em todo lugar. Keith Richards acabou de lançar seu livro autobiográfico Vida, e todo mundo falou disso. Ah, sobre David Bowie, então. Caramba! Acabou de sair uma biografia dele. Os jornais exploraram o assunto…

Mas embora seja amplamente possível escrever sobre todos eles mesmo depois de tanta exposição, pensando mais um pouco decidi abordar um aspecto que dificilmente é abordado pela mídia convencional: o desconhecido. O que não faltou nos anos 60s, 70s foi ótimas bandas serem sugadas pelo sucesso arrasador dos gigantes Beatles, Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd etc. Essas bandas fizeram tanto sucesso que as outras bandas não receberam a atenção devida das pessoas. Ainda mais se essas outras não estivessem na Inglaterra. Quero falar de uma banda holandesa chamada Supersister. Você conhece? 

A banda foi formada entre 1967 e 1968 e os integrantes da primeira formação são Robert Jan Stips – teclados, vocais, Marco Vrolijk – bateria/percussão, Sacha van Geest – flauta, Ron van Eck – baixo. Sacha Geest morreu em 29 de julho de 2001 devido a um ataque cardíaco. Para os demais integrantes do Supersister, o fato decretou o fim da banda.

 Naquela época, algo parecido com o Supersister era o Jethro Tull. A presença de encontros progressivos com psicodélicos era uma característica muito marcante nas duas bandas. Se você nunca ouviu falar do Supersister, mas gosta de Jethro Tull, vai gostar também do Supersister. Difícil será encontrar alguma loja que venda os CDs. A ART ROCK, a Blue Sonic, ambas localizadas na Galeria Nova Barão. Uma outra banda de origem holandesa é o Focos, mais famosa do que o Supsersister. Assim como o Focos, o Supersister também flerta com o rock erudito. Com baixo tocado em escalas longas, marcantes, ritmos quebrados na percussão, a música do Supersister é bastante complexa principalmente pela inserção do solo com a flauta, do saxofone e do piano. É tudo muito diferente, e rico! Vale à pena conferir.