Linkin Park ainda no topo após 16 anos

Estadão

05 Outubro 2012 | 17h00

JÚLIA FERNANDES

 Ainda no topo de vendas – e de popularidade –, após 16 anos de estrada, a banda americana Linkin Park desembarca no Brasil para a turnê do novo álbum, Living Things, com show em São Paulo, na Arena Anhembi, no domingo.

Formado por Chester Bennington (vocais), Rob Bourdon (bateria e percussão), Brad Delson (guitarra), Dave ‘Phoenix’ Farrell (baixo), Joe Hahn (programador e DJ) e Mike Shinoda (vocais, teclados e guitarra), o grupo já vendeu mais de 50 milhões de álbuns em toda sua carreira, e Living Things, seu 5.º álbum de estúdio, estreou em primeiro lugar no Top 200 da Billboard.

No mês passado, eles bateram a marca de mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube, com o vídeo New Divide (de 2009, parte da trilha sonora do filme Transformers: A Vingança dos Derrotados), se tornando o único grupo de rock a conseguir o feito. Sobre essa conquista, o guitarrista Brad Delson afirma que é mérito dos fãs da banda, que são muito dedicados no mundo inteiro. “Isso fala muito sobre nosso sucesso na internet, em conseguir se comunicar com o público”, avalia ele.

Além dos vídeos no YouTube e de o novo álbum ter sido disponibilizado na internet antes da estreia, a banda também conseguiu interagir na web com o clipe Lost in the Echo, que reúne imagens de fãs publicadas no Facebook. “Queremos usar a internet não só para empurrar nossa música para fora, como também puxar as pessoas para dentro, para que o processo seja de mão dupla, colaborativo”, explica.

Em Living Things, o grupo continua com sua essência rock e new metal, mas com influências que vão desde a música eletrônica ao folk e o rap, sempre com letras fortes. “Misturamos os estilos de um jeito que fica unicamente nosso, uma combinação que nunca foi ouvida antes. Nesse CD, incorporamos folk na estrutura e música eletrônica nos arranjos, mas sempre com o espírito rock.”

Brad conta que ficou intimidado ao ouvir os antigos trabalhos, durante o processo de criação do novo álbum, e achou tudo tão bom que o desafio de começar do zero era grande, mas excitante. “Quando estamos no estúdio, não pensamos em apelar para o público, porque isso é perigoso e impossível. Trabalhamos para criar algo que acenda uma fagulha emocional. Se nós amamos, tem uma boa chance de (os fãs) amarem também, e felizmente ainda tem muita gente que se conecta com a música.”

Juntos desde 1996 – e fazendo sucesso desde 2000 –, os integrantes do Linkin Park, conta Brad, seguem uma premissa: procurar sempre crescer como artistas. “Tentamos não presumir que o sucesso é garantido, tentamos ser sempre gratos pela oportunidade de fazer o que amamos. Nos respeitamos como amigos e esse é o jeito de nos manter unidos nessa jornada surreal que é fazer música como ganha-pão.”

Segundo o guitarrista, o repertório do show inclui, além das novas músicas, várias antigas – tarefa que se tornou fácil agora que a banda tem mais de 70 canções para escolher. E garante que eles não vão decepcionar os animados fãs brasileiros. “É uma plateia incrível. O Brasil tem uma cultura vibrante, estou animado com esses shows!” 

DIVIRTA-SE
Linkin Park
Domingo, às 20h30. Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana.  Ingressos: R$ 140 a R$ 600.

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