Edgard Scandura mantém a elegância e toca a vida

Estadão

05 Outubro 2012 | 02h07

Marcelo Moreira

O guitarrista Edgard Scandurra, ex-membro do Ira!, sempre teve fama de ser uma pessoa elegante, educada e pouco afeito a discussões públicas. Por conta dessa fama, Marcos Valadão Rodolfo, o Nasi, o ex-vocalista, ironizou o ex-colega em sua autobiografia, “A Ira de Nasi”, escrita em parceria com os jornalistas Mauro Beting e Alexandre Petillo.

Scandurra tem tentado se esquivar das polêmicas e ataques de Nasi – que não economizou munição. Quebrando silêncio de quase um mês após o lançamento do livro, teve uma conversa protocolar com o amigo, jornalista e ex-vocalista da banda Fellini, Cadão Volpato, publicada na última edição da revista Serafina, editada pelo jornal Folha de S. Paulo, no dia 30 de setembro.

Ele confirmou a fama. De forma elegante e direta, decidiu que não vai falar sobre a obra do ex-amigo e dos pesados ataques. “Sou do bem e não me importo que digam isso.”

Mas em um ponto, pelo menos ele concorda com Nasi: o sucesso e a superexposição que banda teve entre 2004 e 2006 foi o estopim para o fim do quarteto, em 2007.

Edgard Scandurra

Quando o produtor Rick Bonadio ofereceu condições excelentes para a gravação de mais um disco, seguido por uma extensa e “massacrante” de shows e divulgação, as divergências sobre isso e sobre a condução dos negócios – ironicamente, comandados por Ayrton Valadão Júnior, o irmão de Nasi, que ficou do lado de Scandurra –, a briga foi inevitável.

O futuro para Scandurra é mais tranquilo. Vai manter a parceria com o amigo e cantor Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e o seu projeto de música infantil Pequeno cidadão, com Antunes, os filhos, Taciana Barros  e outros instrumentistas também amigos. E garante que, aos 50 anos de idade, vai fazer tudo isso com bastante elegância.

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