Bem longe dos pais

Estadão

25 Fevereiro 2011 | 21h03

bruna_surfistinha_600.jpg

Bruna Surfistinha fala de uma menina que saiu da casa dos pais, trabalhou muito, fez coisas que talvez preferisse não ter feito e amadureceu com essas experiências. Resumido assim, o filme de Marcus Baldini sobre a ex-garota de programa Rachel Pacheco soa como uma história quase universal. Não deixa de ser. Mas Bruna, em suas próprias palavras, “trabalha com sexo”. E este é um dos motivos por que a trajetória dela – e não a de outra garota – virou o filme que estreia hoje (25). Baseado no livro ‘O Doce Veneno do Escorpião’, em que Raquel relatou a sua experiência como garota de programa, o longa começa do momento em que a personagem decide sair da casa dos pais para viver em uma casa de prostituição de São Paulo. E a acompanha enquanto vai se tornando uma profissional bem-sucedida – e passa a descrever a sua rotina em um blog. Escalada para o papel pouco antes das filmagens, Deborah Secco não se mostra nunca aquém daquilo que o filme exige dela. E está acompanhada de um bom elenco de mulheres – como Drica Moraes e Fabiula Nascimento. Mas Baldini não fez um drama de questões profundas. Seu filme é pop – uma história quase universal com um pouco de sexo. Rafael Barion