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Chris Cornell é o terceiro líder do Big 4 do grunge a ir embora cedo demais

Cornell se foi jovem, como os dois colegas de cena que o antecederam, Kurt Cobain e Layne Staley

Guilherme Sobota

18 Maio 2017 | 11h15

Os fãs gostavam de discutir quem era melhor no duelo Nirvana x Pearl Jam, mas os críticos sempre discutiram Soundgarden x Alice in Chains. A morte totalmente inesperada de Chris Cornell na noite desta quarta-feira, 17, depois de um show em Detroit, já é a terceira entre os líderes do chamado Big 4 do grunge: Kurt Cobain (1967-1994) e Layne Staley (1967-2002) já se foram. Eddie Vedder e o Pearl Jam continuam na ativa.

Com a qualidade indiscutível da voz de Chris Cornell, mas também com a contribuição inestimável do guitarrista Kim A. Thayil, o Soundgarden conseguiu unir o heavy metal que ocupava o topo das paradas nos EUA no fim dos anos 1980 com a efervescência da cena de Seattle.

Kurt Cobain, Chris Cornell, Layne Staley (Fotos: Frank Micelotta/MTV/The New York Times; REUTERS/Mark Blinch; Rex Aran Emrick/Wikimedia Commons)

O Soundgarden foi a primeira banda notável da cena a assinar com uma gravadora grande, ainda no fim dos anos 1980, mas foi com Superunknown (1994) que chegou ao sucesso absoluto. Nirvana e Pearl Jam já tinham seus sucessos estrondosos, o Alice in Chains também já tinha bem encaminhada a consagração do seu dueto.

Chris Cornell amadureceu, buscou outras formas de expressão, formou o Audioslave – virou cool criticar o Audioslave -, voltou com o Soundgarden. King Animal, de 2012, é um baita disco de rock. A banda esteve no Lollapalooza em 2014 (na melhor edição brasileira do festival) e entregou um grande show, impecável, bonito, pesado.

Cornell se foi cedo, como os dois colegas de cena que o antecederam. Que descansem em paz, enfim livre dos seus demônios particulares.

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