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Últimos livros da Cosac Naify serão vendidos só pela Amazon

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Últimos livros da Cosac Naify serão vendidos só pela Amazon

E mais na coluna de 30/1: Terceiro Nome na WMF Martins Fontes, o bom desempenho dos sebos em 2015, Faulkner na Companhia das Letras, Festival Literário de Macau, etc

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Maria Fernanda Rodrigues

29 Janeiro 2016 | 20h22

CONJUNTURA – 1
Últimos livros da Cosac Naify serão vendidos só pela Amazon

cosac naify

A partir de sábado, 30, a Amazon terá exclusividade na venda dos títulos da Cosac Naify, que anunciou em dezembro seu fim. As demais livrarias terão duas opções: devolver os exemplares que estão em suas lojas ou ficar com eles, mas acertando as consignações. Charles Cosac diz que embora os livros sejam considerados de luxo, o público sempre foi formado por universitários – que esperavam a Feira da USP para comprar com desconto. “Agora não precisam esperar; vão poder comprar a qualquer hora pela Amazon, que dá bons descontos”, diz. A ideia não é queimar estoque. A livraria, que deve ficar com os e-books dos títulos que não forem transferidos para outras editoras, não quis comentar se haverá mais promoções – frequentes desde o fim do ano. E por que com a Amazon? “Ninguém tem a plataforma da Amazon. Ninguém tem o poder que eles têm”.

Leia também: Para Charles Cosac, parceria com Amazon vai democratizar os livros da Cosac Naify

CONJUNTURA – 2
Um novo momento
Na primeira quinzena de março, a Terceiro Nome chega de mala e cuia na sede da WMF Martins Fontes, na Bela Vista. Mary Lou Paris e Alexandre Martins Fontes acabam de acertar a parceria – a editora dele distribuirá as obras dela com exclusividade. O acordo prevê, ainda, a cessão de uma das salas da casa para que a Terceiro Nome siga editando seus livros. É o mesmo tipo de parceria que a WMF tem com a Metalivros desde 2014.
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O próximo lançamento da Terceiro Nome será O Rei Sol e Seus Súditos, quarto volume da série O Jogo do Universo, em que Sueli Viegas fala sobre astronomia para jovens leitores.

CONJUNTURA – 3
Fora da curva
Enquanto a venda de livros em livrarias registrou, segundo a Nielsen, queda de 7% no faturamento de 2015 (descontada a inflação), os sebos não têm muito do que reclamar. A Estante Virtual, que reúne 1.350 sebos de todo o País, viu, em 2015, as vendas aumentarem em 15% – no período, foram vendidos 2,5 milhões de exemplares. O ticket médio é de R$ 43 e os livros técnicos, os mais vendidos no geral, respondem por 39% de tudo o que é comercializado lá – eles são seguidos por ficção e infantojuvenil.
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Neste momento, os best-sellers do portal são Dom Quixote, Robinson Crusoe e O Menino do Dedo Verde.

FESTIVAL – 1
Na China

Carol Rodrigues

Entre 1/2 e 8/3, Marcelino Freire, Carol Rodrigues (foto) e Felipe Franco Munhoz vão publicar micronarrativas diárias no portal Ponto Final, de Macau. É o aquecimento para a participação do trio, em março, no Festival Literário de Macau.

FESTIVAL – 2
Em Poços de Caldas
O poeta moçambicano Mbate Pedro, que também é médico, será um dos convidados da Flipoços, entre 30/4 e 8/5.

FICÇÃO – 1
Mudança de catálogo
Voltando à Cosac. Foi a Companhia das Letras que ficou com a obra de Faulkner. O Som e a Fúria sai primeiro, em outubro. A partir de 2017, serão lançados dois por ano. Na fila, Absalão, Absalão!, Sartoris, A Árvore dos Desejos, Palmeiras Selvagens e Luz em Agosto. E foi a Globo que ficou com Valter Hugo Mãe.

FICÇÃO – 2
Do século 19
O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman (1860-1935), sai em março pela José Olympio. É a história de uma mulher forçada ao confinamento pelo marido médico que quer curá-la de uma depressão, e que acaba enlouquecendo.

(atualizado às 21h15)

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