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Quadrinhos na Cia tem três lançamentos de peso para este ano: Emil Ferris, Bryan Lee O’Malley e Liv Strömquist

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14 Abril 2017 | 21h06

Por Guilherme Sobota

A Companhia das Letras comprou neste mês três álbuns de histórias em quadrinhos para lançar nos próximos meses e reforçar o selo Quadrinhos na Cia – agora sob responsabilidade do editor Emilio Fraia.

O primeiro é My Favorite Thing Is Monsters, da norte-americana Emil Ferris (imagens ao lado). O livro é um diário de uma garota de 10 anos que tenta resolver o enigma do assassinato da sua vizinha, uma sobrevivente do Holocausto – fã de monstros e filmes de terror, ela se imagina um lobisomem.

Artista freelancer a vida toda, Ferris, que agora tem 55 anos, contraiu vírus do Oeste do Nilo (WNV, em inglês) e teve parte do corpo paralisada – inclusive movimentos da mão. O livro, sua primeira graphic novel, ajudou no processo de recuperação. Mas não é só isso: a empresa que levaria a primeira remessa, impressa na Coreia do Sul, aos EUA, faliu, e os livros ficaram sequestrados no Panamá por um tempo, antes de serem lançados em fevereiro. Com tradução de Érico Assis, o livro sai até o fim do ano.


O’Malley

Outra HQ contratada este mês pela Companhia das Letras é o novo álbum de Bryan Lee O’Malley, autor de Scott Pilgrim: Snotgirl é a história de uma blogueira de moda que tenta manter as aparências, mas tem problemas sérios com alergias e um nariz escorrendo.

Suécia

Com 40 mil exemplares vendidos na Suécia e edições em vários países, The Fruit of Knowledge, de Liv Strömquist, faz uma história cultural da vagina e como a percepção da sexualidade feminina foi se alterando.

RÚSSIA

1917

A Editora 34 havia anunciado a coleção Narrativas da Revolução, organizada por Bruno Gomide: cinco textos de ficção produzidos na primeira década pós-Revoluções de 1917. Agora, estão confirmados os títulos: O Ano Nu (Borís Pilniak, 1921), tradução de Lucas Simone; O Diário de Kóstia Riábtsev (Nikolai Ognióv, 1927), tradução de Lucas Simone; Viagem Sentimental (Viktor Chklóvski, 1923), tradução de Cecília Rosas; Nós (Evguéni Zamiátin, 1924), tradução de Francisco de Araújo; Inveja (Iúri Oliécha, 1927), tradução de Boris Schnaiderman.

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As obras tiveram repercussão de crítica e público na URSS e no Ocidente, e dialogam com a tradição da literatura russa do século 19 e com vertentes experimentais do Modernismo, de acordo com a editora. Os livros saem em outubro, em volumes individuais, com aparatos críticos.

CROWDFUNDING

Trem Bala

Fenômeno na internet, a cantora e compositora Ana Vilela está lançando na Kickante, plataforma de crowdfunding, campanha para financiar o livro-presente Trem Bala, pela editora Voo. Cada livro vendido tem uma contrapartida filantrópica por parte da editora. Clique aqui para acessar a campanha.