Pesquisa volta atrás em resultado e diz que mercado de livro digital cresceu, sim, em 2015
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Pesquisa volta atrás em resultado e diz que mercado de livro digital cresceu, sim, em 2015

Em número de exemplares vendidos, pesquisa da Fipe mostra que o crescimento foi pequeno; em faturamento, no entanto, ele ficou 21% maior que em 2014

Maria Fernanda Rodrigues

03 Junho 2016 | 11h47

e-book

(Foto: Rafael Arbex/Estadão)

Na quarta-feira, 1.º, a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional de Editores de Livros apresentaram os resultados da Pesquisa Produção e Venda do Mercado Editorial, feita pela Fipe com base em informações fornecidas pelas editoras referentes ao desempenho de 2015. Os números eram catastróficos e, talvez por isso, a informação de que o mercado de e-books estava estagnado, com o mesmo faturamento de 2014, não chocou tanto.

Nos últimos anos, o investimento das editoras no livro digital tem sido grande. Mesmo assim, comenta-se, a velocidade de assimilação dessa nova forma de leitura tem deixado a desejar. Mas quem trabalha com isso sabe que o trabalho de formiguinha dá, sim, frutos. E, para eles, a informação da estagnação chocou.

Eis que o erro foi descoberto. A pesquisa repetiu os dados de 2014 e os apresentou como sendo de 2015. Eduardo Melo, da Simplíssimo, percebeu que havia algo estranho e alertou os organizadores do levantamento.


Em 2015, as editoras consultadas disseram ter produzido 3.866 e-books, ampliando o acervo em português para 45.838 títulos digitais. Naquele ano, foram vendidas 1.264.517 de unidades – 4% a mais que em 2014 (1.213.062) – e o faturamento ficou em R$ 20.439.476,97 – 21% maior que no ano anterior (R$ 16,7 milhões). Vendeu um pouco mais de exemplares e faturou bem mais. Isso mostra que o e-book está mais caro.

Vale dizer que como esse mercado é monitorado há apenas três anos, não é possível fazer uma inferência estatística, como no restante da pesquisa. Portanto, os números representam a somatória das respostas das empresas consultadas. Excluem-se do levantamento os as vendas, crescentes, de e-books autopublicados e daqueles lançados por editoras que não estão no quadro de associados da CBL ou do SNEL.

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Atualizado dia 4/6, às 11h

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