Pedro Bandeira fala sobre literatura, racismo e personagens gays – e canta – no Estadão + Literatura
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Pedro Bandeira fala sobre literatura, racismo e personagens gays – e canta – no Estadão + Literatura

Aos 75 anos, o escritor já escreveu 110 livros, vendeu mais de 25 milhões de exemplares e ajudou a formar várias gerações de leitores

Maria Fernanda Rodrigues

29 Agosto 2017 | 13h59

Pedro Bandeira, 110 livros escritos, 25 milhões de exemplares vendidos, é um dos principais nomes da literatura infantojuvenil brasileira. Prestes a lançar Esses Bichos Maluquinhos (Moderna), o criador da série best-seller Os Karas, com 4 milhões de cópias vendidas, participou do Estadão + Literatura nesta terça-feira, 29.

pedro bandeira

Pedro Bandeira apresenta três livros na Bienal (Tiago Queiroz/Estadão)

Aos 75, Pedro é um dos destaques da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começa nesta quinta-feira, 31. Na feira, ele autografa, ainda, Melodia Mortal (Rocco), seu primeiro livro para adultos, e o que mais seus leitores quiserem.

Na entrevista, Pedro falou sobre o racismo no Brasil. Para ele, seu livro Pânico na Escola teria tido uma outra trajetória se seu protagonista não fosse negro. O autor comentou, também, sobre abordar ou não temas contemporâneos em seus livros e sobre criar personagens gays.

“Eu teria que ter um conhecimento, inclusive, emocional, dessa situação. Tenho amigos amigos e amigas homossexuais, gosto deles, convivo perfeitamente, mas não sei se os compreendo com tal profundidade que me permita fazer um personagem baseado neles. Morro de medo da caricatura. Eu não posso caricaturar o frágil. Posso caricaturar o ditador, o opressor, mas o frágil não, tenho que tentar protegê-lo. Esse é um desafio muito grande. É muito delicado e importante. Você não pode brincar, e eu não brinco com a minha arte”.

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Pedro, que contou como se tornou um escritor best-seller, mostrou também como seu livro Esses Bichos Maluquinhos deve ser lido para as crianças (e até cantou). Confira a íntegra da entrevista.