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Com volta às aulas e livro mais caro, mercado editorial registra melhora

Com volta às aulas e livro mais caro, mercado editorial registra melhora

Painel das Vendas de Livros, feito pela Nielsen e Sindicato Nacional de Editores, comparou as vendas de janeiro de 2016 e 2015

Maria Fernanda Rodrigues

09 Março 2016 | 09h00

O mercado editorial brasileiro, que vem apresentando desempenho frágil mês após mês, teve um janeiro positivo. Levantamento do Sindicato Nacional dos Editores (SNEL) e da Nielsen, feito em livrarias e supermercados do País entre 29 de dezembro e 25 de janeiro, mostra um aumento de faturamento de 14,9%, totalizando R$ 166 milhões, com relação ao mesmo período de 2015, quando ele ficou em R$ 145 milhões.

mercado editorial

(Foto: Werther Santana)

Foram vendidos mais livros, mas não muitos mais. Em janeiro passado, foram comercializados 3.509.995 exemplares ante 3.487.252 no mesmo período do ano passado. A aumento do faturamento se justifica, assim, mais pelo aumento do preço médio do livro, que saltou de R$ 41,60 para R$ 47,49 – e isso deve ser uma constante este ano.

Vale dizer que o levantamento compreende o período do volta às aulas, que em 2016 ocorreu mais cedo. Por isso, foi registrado um crescimento de 11% da participação do segmento de livros infantis, juvenis e educacionais no faturamento das editoras. Crescimento maior, de 15%, do segmento de não ficção especialista, onde estão incluídos os chamados livros CTP (Científico, Técnico e Profissional). Não ficção comercial perdeu espaço e 18,36% da participação no mercado. Ficção também não foi bem, e registrou queda de 13,5% de participação.