Babel: Traição à família de Anne Frank é investigada e vai virar livro
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Babel: Traição à família de Anne Frank é investigada e vai virar livro

E mais: 'Dracul', baseado em manuscritos inéditos de Bram Stoker, a caminho das livrarias, Flip pela cidade, novas conselheiras no Jabuti, Einat Tsarfati e Lúcia Hiratsuka

Maria Fernanda Rodrigues

05 Maio 2018 | 06h00

NÃO FICÇÃO
Traição à família de Anne Frank é investigada e vai virar livro

Anne Frank: A Cold Case Diary

(Foto: Museu Casa de Anne Frank)

O que – ou quem – levou à prisão de Anne Frank e sua família em 1944 é a pergunta que Vincent Pankoke, um agente aposentado do FBI, tenta responder. Ele lidera uma investigação que envolve uma equipe multidisciplinar, novas técnicas e moderna tecnologia – e que promete os primeiros resultados para 4 de setembro de 2019, 75 anos depois de o esconderijo da família Frank e de outros quatro judeus ter sido denunciado e todos terem sido levados a campos de concentração nazistas. Anne Frank (1929-1945), autora do famoso diário, morreu quase um ano depois, em Bergen-Belsen. Pankoke mantém um diário com os ‘bastidores’ de seu trabalho no site www.coldcasediary.com. Tudo bem construído e com cara de que vai virar filme… e livro. O livro acaba de ser confirmado. Anne Frank: A Cold Case Diary será publicado simultaneamente em 2020 em pelo menos 13 países – incluindo o Brasil – pela HarperCollins.

RELEITURA
‘Drácula’ sem censura
Previsto para ser lançado em inglês em outubro, Dracul, um prequel do clássico de Bram Stoker, sairá no Brasil na mesma época pela Planeta.
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Escrito por Dacre, bisneto do autor e responsável por seu espólio, e pelo escritor J. D. Barker, o livro parte da releitura de partes suprimidas do manuscrito original de Drácula, sombrias demais para 1897, quando foi lançado, e nunca incluídas em outras edições. Em Dracul, Bram, aos 22, se tranca em uma antiga torre para lutar contra uma criatura diabólica e faz um apanhado dos eventos de sua vida que o levaram até ali: uma infância enferma, uma babá abusiva e as histórias de terror que ouvia.

FLIP
Festa espalhada
A Casa Paratodos volta à Flip em novo endereço e com novas editoras. Ela funcionará na Galeria Aecio Sarti e além da Nós, Edith e Demônio Negro, que já foram em 2017, estarão por lá Relicário, Dublinense e Buzz.
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A Casa do Desejo também começa a tomar forma. Dela, participam, por ora, Patuá, Reformatório, Confraria do Vento, Kotter, Quase Oito, Editora da PUC e Armazém da Cultura.

+++ ‘Beckett da África’, Alain Mabanckou participa da Flip

PRÊMIO
Novas conselheiras
As editoras Mariana Mendes e Tarcila Lucena substituem Luis Carlos de Menezes e Eduardo Jardim no Conselho Curador do Jabuti. Pedro Almeida, Jair Marcatti e o curador Luiz Armando Bagolin seguem por lá.

INFANTIL
Imaginação e passado

livro infantil

A Pequena Zahar lança, em setembro, The Neighbours (acima), da israelense Einat Tsarfati. A obra conta a viagem de uma menina pelos sete andares do prédio em que mora, imaginando como são seus vizinhos e suas vidas pela aparência das portas de entrada.
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Por falar na Pequena Zahar, Chão de Peixes, de Lúcia Hiratuska, é tema de bate-papo no dia 27, às 15 h, na Martins Fontes da Paulista. Durante a conversa, a autora fará demonstração da técnica de pintura sumiê, usada no livro, e um grupo vai tocar koto, instrumento de cordas tradicional no Japão.