Picada de amor dói menos. Mas mata.

Picada de amor dói menos. Mas mata.

João Wady Cury

13 Março 2018 | 15h29

‘A Serpente’, de Nelson Rodrigues Foto: Lenise Pinheiro

 

A Serpente, de Nelson Rodrigues, leva ao palco o drama de amor e morte das irmãs Guida e Lígia nesta peça classificada no grupo das Tragédias Cariocas, pelo crítico Sábato Magaldi. Nunca é algo fácil ou simples. Prova disso é a nova montagem do texto, que chega dia 16 ao Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, pelas mãos da companhia Círculo de Comediantes – criada em 1994 por Patrícia Gordo e Marco Antônio Braz. Agora, as atrizes Patrícia, como Guida, e Liz Reis, na pele de Lígia, protagonizam a cena e convidaram Lavínia Pannunzio para dirigir este que é o último e mais curto texto de Nelson. “Esta peça é o caminho para o necrotério, a busca da morte, um tipo de Guernica no teatro”, diz Lavínia, que pela primeira vez dirige um texto do dramaturgo pernambucano. “Estou completamente apaixonada por ele e acho que minha proposta de direção é ousada.” É o que ansiosamente esperamos.